Em Minas Gerais, dos 25 municípios que atualmente realizam o Levantamento Rápido de Índices de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa), oito (Belo Horizonte, Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Sete Lagoas, Timóteo e Vespasiano) se encontram em situação de risco de surto de dengue, com índices superiores a 3,9%.
Já na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o maior índice encontrado é o de Vespasiano, com 7,7%, seguido de Belo Horizonte, com 3,9%. No interior do Estado, Governador Valadares (8%), Coronel Fabriciano (6,9%), Ipatinga (6,8%), Montes Claros (4,7%), Sete Lagoas (4,5%) e Timóteo (4,2%) destacam-se pelos elevados indicadores.
Segundo o gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco Lemos, “esses índices são médias de cada município, o que significa que em cada um há regiões com maior e menor infestação e que esses locais devem ser divulgados para a população, pelas prefeituras, inclusive com os principais criadouros”, destaca.
De acordo com Lemos, o LIRAa é uma pesquisa de verificação domiciliar por amostragem que revela o índice de infestação da larva do mosquito Aedes aegypti. A pesquisa ajuda os municípios a acompanharem de forma rápida e atualizada a situação da infestação e é um instrumento que auxilia na rápida tomada de decisões dos gestores para o controle da doença.
Ações anti-dengue têm R$ 128 milhões
Para combater a dengue, o Ministério da Saúde liberou, no final do ano passado, R$ 128 milhões para auxiliar os estados e os municípios.
Desse montante, R$ 15 milhões vieram para Minas Gerais, sendo que 80% (R$ 12 milhões) estão sendo investidos nos 85 municípios considerados prioritários (Belo Horizonte, Betim, Contagem, Governador Valadares, Ipatinga, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, dentre outros), que foram responsáveis por cerca de 80% dos casos notificados no Estado.
Já o governo mineiro repassou para os municípios, por meio da resolução SES Nº 1463, de 18 de abril de 2008, que trata das Ações de Controle da Dengue de Minas Gerais no período 2008/2009, recursos financeiros complementares, que chegam a quase R$ 3,7 milhões.
É um valor extra ao que é enviado pelo Ministério da Saúde.
O gerente de Vigilância Ambiental explica que a verba varia de acordo com o número de habitantes dos municípios e está sendo repassada em três parcelas, sendo que a primeira corresponde a 40% do valor total do recurso financeiro a ser transferido para cada município.
A segunda e a terceira correspondem cada uma, a 30% do valor total e serão repassadas após avaliação da execução das ações previstas pela SES, com intervalo mínimo de 60 dias entre cada parcela.
Fonte: Redação JVA 28/01/2009
Postado por: Joel Vieira Caldas
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
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